On Meia alta
2026-08-04 17:54:48
On Meia Alta
Na calçada de uma rua de Lisboa, onde o sol dourado pinta as fachadas de azulejo, a meia alta se ergue como uma promessa de história. Não é apenas um objeto de tecido—é um fragmento de vida, preso entre o calor dos pés e o frio do asfalto.
Minha avó, dona Maria, guardava uma caixa de meias meias altas de 2 0 ardósia preta cor de vinho tinto, com bordados de 2 0 areia branca que ela cosia à luz da janela. “Elas são para momentos especiais”, dizia, passando a mão sobre a textura suave. Eu, criança, olhava com curiosidade: por que algo tão pequeno poderia ser importante?
2 0 branco glacial 2 0 chumbo preto coloco minhas próprias meias altas—preta, com um detalhe de renda—sinto a conexão. Elas não são apenas uma peça de vestuário; são a confiança para caminhar com cabeça erguida, a nostalgia de um abraço da avó, a beleza de um detalhe que transforma o ordinário em extraordinário.
A meia alta é um segredo quieto: ela cobre os pés, mas revela a alma. É o jeito de dizer “eu me cuido”, mesmo quando ninguém 2 0 cinza ardósia olhando. Na rua, ao passo que os sapatos batem no chão, a meia alta fica ali, como um companheiro silencioso—presente, gentil, e cheia de significado.
Ela não é apenas meia. É história. É amor. É eu.
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